A iraniana Shirin Neshat, expoente da arte contemporânea, é uma artista brilhante. Alguns brasileiros tiveram a oportunidade de acompanhar seu trabalho na exposição que ocorreu no CCBB, em 2011, sobre o Islã. Além de fotógrafa a artista também trabalha com vídeos e cinema. Durante a revolução iraniana Shirin foi para Los Angeles estudar arte e ingressou na Universidade de Berkeley. Após a conclusão de seu mestrado se casou com um curador coreano e se mudou para Nova Iorque, retornou ao Irã em 1990. Seu primeiro trabalho expressivo foi a série Mulheres de Allah. O trabalho de Shirin Neshat aborda as dimensões sociais, políticas e psicológicas da experiência das mulheres na sociedade islâmica. Como fotógrafa ficou reconhecida pela sobreposição de imagens e a caligrafia persa. Dirigiu os videos : Anchorage (1996) Sombra sob a Web (1997), turbulento (1998), Êxtase (1999) e Solilóquio (1999).
Foi reconhecida mundialmente pelo prêmio Internacional da XLVIII Bienal de Veneza, em 1999, com o turbulento e Rapture. Em 2009, ganhou o Leão de Prata de melhor diretor no Festival de Cinema de Veneza por sua estréia do filme "Mulheres sem homens." O filme conta a vida de quatro mulheres no Irã dos anos 50, uma luta contra um casamento forçado que seu irmão lhe impõe, uma prostituta, uma esposa triste e uma jovem apaixonada. Paralelamente o longa ainda aborda o período em que um golpe de estado, que teve apoio inglês e liderança
norte-americana, derrubou o então governo democrático e restituiu o
poder ao xá.
Shirin Neshat foi nomeada Artista da Década pelo Huffington Post, em dezembro de
2010.
"Mulheres sem homens"
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